Saudável, sustentável e gostoso, é Panc!

Muito tem se falado sobre as Panc´s (Plantas Alimentícias Não Convencionais), que ficaram mais populares a partir da publicação do livro PANC NO BRASIL, de Valdely Kinupp e Harri Lorenzi, dois dos maiores especialistas no assunto. Na Feira Viva de Verão elas foram, inclusive, tema de uma aula com o próprio Harri Lorenzi e com o chef Henrique Nunes, que lançou no ano passado um livro de receitas chamado PANC Gourmet.

Sim, porque não basta sabermos que elas existem, precisamos prová-las, saboreá-las, reaprender a usá-las na cozinha do dia a dia. E nada melhor do que aprender com um expert como o Henrique, que é gestor industrial, químico e técnico cervejeiro e trabalha no Jardim Botânico Plantarum, em Nova Odessa (SP). No livro que o próprio Henrique autografou na Feira Viva, há 61 ensaios utilizando 40 plantas diferentes.

Panc é uma delícia, sim!

A ideia do Henrique foi a quebrar o paradigma de que as plantas não são boas para alimentação e mostrar que elas têm, sim, um alto valor gastronômico.

“O termo PANC Gourmet é provocativo. As pessoas diziam ‘dá para comer, mas não é uma delícia’. Então, eu quis mostrar que dá para ser muito bom, sim”, conta.

Para isso, o chef mergulhou num universo de experiências, testes, ensaios e sabores variados e desenvolveu com as mesmas plantas novas possibilidades de pratos.

“Todo o processo de criação começa com os pontos interessantes de cada planta, atrelado à sensibilidade para o buscar o potencial de cada uma delas. Interessante é não ficar restrito a receitas completas, mas sim fazer ensaios com fragmentos de receitas”, acrescenta.

Henrique tem um olhar todo especial para as Panc´s e enxerga nelas um universo de possibilidades culinárias.

“Há capacidade de alimento em muita planta que vai para o lixo. E por outro lado nem tudo é caro, requintado. A alimentação humana ainda é restrita. Há muitas possibilidades. Tem planta em beira de estrada que rende pratos muito bons e que as pessoas sequer têm noção”.

O livro PANC Gourmet é resultado de anos de trabalho e as receitas são oferecidas no restaurante Naiah, que fica no Jardim Botânico Plantarum.

“Espero que a aceitação às receitas seja boa, que as pessoas se abram para o novo, para a redescoberta de uma verdadeira mudança. As coisas têm tanto potencial, que o retorno é fantástico”.

Henrique fala com entusiasmo sobre a evolução da Feira Viva.

“Deixou de ser uma semente e hoje está quase uma árvore. Essa união do todo é o que dá força a um projeto de trabalho como este. Tomara que outras pessoas também estudem novas formas para dar peso e força à Feira Viva”.


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