Em 2000, o agricultor Willian, que mora na cidade de Iperó, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com a agricultura biodinâmica, por meio de um professor da USP que se interessou pela sua história e ideologias e resolveu compartilhar com ele e seus companheiros seu conhecimento, ministrando um curso de três dias sobre os Fundamentos da Agricultura Biodinâmica.

William aplicou as novas tecnologias aprendidas em sua plantação de cana crioula vinda da Embrapa, cultivo que pratica desde o início dos anos 2000, utilizando o preparado 500, conhecido como chifre-esterco, que proporciona maior atividade biológica e vitalidade, favorecendo o desenvolvimento da planta.

Certificado pelo Instituto Biodinâmico

Posteriormente, as técnicas aplicadas nas plantações de cana do pequeno agricultor foram certificadas pelo Instituto Biodinâmico de Botucatu, o que gerou ainda mais vontade de aprender sobre o assunto.

“Percebi que a teoria e a prática são caminhos distantes e que precisava ter ainda mais conhecimento para poder lidar com as dificuldades que apareciam no dia a dia, sem ter um técnico especialista lá disponível. Junto a um grupo de pequenos agricultores familiares, entramos em contato com o INCRA para tentar viabilizar um projeto de irmos à Universidade para aprender a fundo sobre a biodinâmica. Foi então que, graças ao PRONERA – Programa Nacional de Educação e Reforma Agrária -, em 2009, passei no vestibular e comecei o curso de Agronomia com ênfase em Agricologia”, conta Wiliam.

Formado desde de 2016 e já colhendo frutos de outras plantações, como banana, mandioca e tomate grape, o agricultor espera, em breve, poder extrair o máximo de sua plantação biodinâmica de cana e também trabalhar com produtos manufaturados como rapadura, melado e açúcar mascavo. Na Feira Viva Edição de Verão, William vai trazer sua garapa orgânica produzida a partir desse conhecimento para deliciar os visitantes.


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Caldo de cana orgânica