E se alguém tivesse a ideia de transformar árvores mortas pela ação do tempo, de intempéries ou do homem – em algo novo? E se, além de pensar nisso, alguém usasse esse conceito como um meio sustentável de vida?

Esse alguém existe, tem 63 anos e é designer. O gaúcho Hugo França mudou-se para o sul da Bahia na década de 1980 em busca de uma vida com mais contato com a natureza. Mas foi lá que percebeu, em 15 anos de vivência, o quanto a natureza estava sendo degradada de forma inconsequente e irresponsável e o grau de desperdício na
extração e uso da madeira.

Em vez de apenas assistir a esse cenário, ele pautou seu trabalho na produção do que ele classifica como “esculturas mobiliárias”. Arte que realiza a partir de resíduos da floresta e da cidade, – grandes toras de árvores que
foram condenadas naturalmente por ação do tempo ou pela ação do homem.

Trabalhando com madeira

Mais do que realizar um trabalho sustentável, na medida em que toda a matéria-prima utilizada é sempre de árvores já derrubadas ou condenadas, Hugo dialoga com a madeira ao trabalhar, respeitando sua forma original. Tudo começa e termina na árvore. Ela é a inspiração: formas, buracos, rachaduras, marcas de queimada e da ação
do tempo provocam sua sensibilidade, com uma intervenção mínima que gera peças únicas.

A sensibilidade de Hugo França nesse trabalho tão especial será compartilhada com outros colegas no painel A MADEIRA – O Diamante do Futuro Produção sustentável de madeira, importância e usos, que acontece às 15h30 no
Auditório do Parque da Água Branca como programação da Edição de Inverno da Feira Viva.

Confira a programação completa aqui e garanta já seu passaporte!


Tags:

Edição de Inverno, design, madeira, mobiliário
[social_warfare]